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Prolongar a fase excêntrica de três para cinco segundos não mostrou benefício adicional em idosos

Estudo comparou dez semanas de exercícios com peso corporal. O grupo de cinco segundos também apresentou mais desistências.

Notícia · Treinamento · Envelhecimento3 min de leitura
Mulher realizando exercício com faixa elástica sob acompanhamento de uma profissional.
Exercício acompanhado por uma profissional. Imagem ilustrativa; não retrata os participantes do estudo. Foto: Anna Shvets/Pexels.

Fazer a repetição mais devagar traz mais resultado? Uma pesquisa publicada em 19 de setembro de 2026 no European Journal of Applied Physiology investigou essa questão em idosos saudáveis.

Como a pesquisa foi feita

Participaram 46 pessoas, com média de 77 anos. Elas realizaram seis exercícios com peso corporal, duas vezes por semana, durante dez semanas. A diferença planejada era a duração da fase excêntrica: três ou cinco segundos.

A fase excêntrica é aquela em que o músculo produz força enquanto se alonga, como no controle da descida de um agachamento. Neste estudo, a fase concêntrica foi realizada com esforço mínimo.

O que aconteceu?

Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos nas mudanças avaliadas. Ambos apresentaram melhora em medidas de força, função física e saúde.

Um detalhe chamou atenção

As desistências foram de 17% no grupo de três segundos e 50% no de cinco. Mas os autores alertam: não dá para atribuir essa diferença apenas à duração da contração.

O estudo em um olhar

Três segundos × cinco segundos

Comparação dos grupos conforme o resumo científico.
No estudo3 segundos5 segundos
Participantes no início2422
Frequência2 vezes por semana2 vezes por semana
Duração do programa10 semanas10 semanas
Desistências informadas17%50%

Não foi demonstrada vantagem de cinco segundos nos resultados avaliados. As desistências são descritivas: o estudo não estabelece que a cadência tenha causado essa diferença.

O que podemos concluir?

Cinco segundos não demonstraram vantagem nesse programa. Isso não prova que as duas estratégias sejam equivalentes nem que a cadência nunca importe.

A amostra pequena, as desistências e o perfil dos participantes limitam a aplicação dos resultados a outras pessoas e formas de treinamento. O resumo não permite avaliar em detalhe os motivos das saídas nem como os dados ausentes foram tratados.

Fontes para consultar


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